Páginas

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Capítulo 11 - Semana Santa, dia da Cirurgia!

Momentos de muito amor e carinho!
Era dia 19 de abril de 2011, dia de Santo Expedito, o santo das causas urgente! Era semana santa e já estava fazendo a minha quaresma mesmo não sabendo.
A foto ao lado foi tirada algumas horas antes da Mariana ir para sala de cirurgia fazer a correção do canal arterial, próximo ao coração. Eu e o Flávio estavamos apreensivos mas confiante que tudo iria dar certo. Mas foram 3 horas, antes da cirurgia, de espera mais longa da minha vida. Eu tinha muito medo! Primeiro chegou a anestesista. Ela olhou para Mariana e depois foi conversar com a pediatra de plantão Dra. Fátima e comentou que o tamanho seria muito dificil a entubação. Ali eu já fiquei mais preocupada e rezei para não acontecer nada! De repente chega toda a equipe para a cirurgia. O Dr. José Cicero e Dr. Vinicius, dois médicos muito calmo e paciente começaram a falar comigo e com o meu esposo do tempo da cirurgia, da sedação e que o beneficio diante do risco eram grandes! Estava tudo pronto quando minha mãe chega no último minuto para ver a partida da Mariana para a sala de cirurgia. Ela estava calma e rezava muito. Rezava para os médicos, para as enfermeiras, pegava na minha mão e falava: -" Acredite em Deus, pois ele esta aqui neste momento!" Nesta hora eu não aguentei e deixei uma lagrima rolar, mas queria mostrar que estava confiante e mantive em silencio. O Flávio mantinha a calma e registrava o momento em imagens. Então começaram a levar a Mariana e meu coração ficou apertado, olhei para ela e ela olhou para mim. Parecia que ela falava: -" Mãe você vai deixar me levar?, Você não vai fazer nada? Eu estou indo? aquilo apertou meu coração mas acreditei que era a melhor coisa que estavamos fazendo por ela.

Estou indo mãe!
Eu, o Flávio e minha mãe decidimos esperar numa padaria próxima ao hospital enquanto rolava a cirurgia. O médico tinha comentado que dentro de uma hora e meia eles iriam retornar para a UTI. Então, fomos todos para a padaria. Eu acreditava que somente eu estava nervosa, abracei forte o Flávio e chorei muito. Chegando na padaria foi que notei que todos estavam disfarçando bem o nervosismo. Minha mãe pediu um suco de maracuja. Ai eu perguntei: - " Mãe! A senhora esta bem? Esta nervosa? e ela respondeu: - " Estou ótima o suquinho de maracuja é para manter a calma. Mais tarde ela confessou que estava com pressão alterada e que não estava nada bem. Coisas de mãe! Ah! O Flávio...calmo, sereno, hahahahaha. Fiz um comentario na hora que estavamos comendo: -" Nossa, vamos voltar nem sei quanto tempo ja passou!" e rapidamente o Flávio puxou o super Iphone dele e mostrou o cronometro dizendo: -" Já se passaram 40 minutos e 23 segundos do inicio da cirurgia". Então pensei, caramba quanta pontualidade. E ele disse: - " Que nada marquei a hora que o médico levou ela". Minha mãe foi para casa e eu e o Flávio voltamos para o hospital já eram 18:00 e já tinha passado mais de duas horas e nada dos médicos. Quando eles apareceram e disseram que estava tudo bem que ela iria se recuperar bem.
Mariana no pós operatório

A recuperação não foi tão simples assim. Eu escutei ela gemer dentro da encubadora e achava que era a respeiração. Ela ficou um pouco inchada. Foi o feriado mais prolongado que já percebi!
Após três dias foi tirado o tubo de respiração e ai começou uma outra fase da Mariana.
Na segunda-feira após o Domingo de Páscoa, percebi que o choro da Mariana era mudo, não tinha som. Comecei a comentar com todos os médicos em todos os plantões e todos falavam que era devido a entubação que logo iria voltar ao normal. Mas fiquei grilada, pois um dos riscos da cirurgia era pegar o nervo das cordas vocais que passa ao lado do canal arterial que foi corrigido.
Bom, com a correção do canal arterial não teria mais o problema da respiração, ou seja, o oximetro teria que marcar um indice entre 91 a 100 e os batimentos cardiacos 140 a 160. Após 1 semana, sem ouvir o choro da Mariana, apenas mimicas o oximetro começou a marcar um indice muito baixo, ou seja, a tal da apnéia começou assombrar novamente. E eu não entendia o porque já que foi feito a cirurgia não tinha que dar mais nada. Enfim, fizeram alguns exames de sangue e constataram que ela estava com anemia e que precisava receber sangue. Nossa foi horrivel ter esta noiticia, pois um monte de bobagens começou a passar na minha cabeça. Mas depois de fazer a transfusão de sangue ela ficou melhor, mais rosada, não estava mais cansada e respirava melhor. Mas o choro continuava mudo! Eu estava esperando dar os 15 dias para ver se voltava ao normal. Mas comecei a fazer a campanha "Olha o choro dela, esta estranho!" e a resposata era sempre a mesma: - " Vamos observar!".  Num belo dia de manha a Tec. Enfermagem Lourdes falou para mim que já era o 3 oximetro que ela trocava e não entendia as quedas bruscas que estava apresntando a Mariana. Se fosse um indice verdadeiro era para Mariana ficar preta por falta da respiração. Então comecei a observar o que estava acontecendo e via que o aparelho apitava 3 segundos após a Mariana soltar um barulho como se estivesse tomando ar. A tarde quando estava na sala de ordenha, a Mariana teve uma apnéia no momento que estava fazendo fisioterapia e a Dra. Vera pode constatar que tinha algo acontecendo de errado. Foi quando foi solicitado o exame de laringocopia. Mas isso contarei no próximo capítulo.
Após 20 dias sem Mariana no colo.
O importante era que voltei a fazer o canguru com a Mariana após 20 dias da primeira apnéia até a cirurgia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário