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sábado, 4 de junho de 2011

Capitulo 5 - Torcida para aceitação do leite materno e Mãe Canguru


 O leite não era suficiente para estabelecer todas as vitaminas necessárias para o desenvolvimento da Mariana, e tinha o tempo de aceitação do leite no estomago tão pequeno de Mariana. No começo teve rejeição, ou resíduo, como eles falavam na UTI. Então foi necessário ela receber uma dieta especial que era levada através de um cateter do calcanhar até o coração da Mariana. Lembro da noite quando a enfermeira Leia trouxe essa informação e que eu tinha que assinar um termo de responsabilidade. Dali para frente começou a minha torcida para Mariana começar aceitar o leite para assim poder tirar o tal cateter. Ah! Ela teve que tomar por duas vezes banho de luz devido ao fígado que não estava fazendo suas funções. Ela ficava com os olhos vendados com aquela luz azul o tempo todo ligado.  Minha alienação era tanto que falava que já era tão nova para fazer bronzeamento artificial. Eh! Fazia algumas piadinhas para não enlouquecer. Acho que depois de uns 8 dias pude ver o rostinho da Mariana sem tanto acessórios.
Numa manha a enfermeira Sheila, perguntou se eu conhecia o método  canguru. Falei que sim, que tinha lido sobre o assunto. O Flávio levou vários folder explicando sobre diversos serviços do hospital, ordenhar, canguru, prematuros, tudo estava sendo explicado nos folders. Porém, torcia pelos dois meses passarem rápido para eu poder fazer o canguru com a Mariana. Foi quando ela disse que não precisava de todo esse tempo. Acho que estava no décimo dia de UTI, ela perguntou para o pediatra Dr. Paulo, se eu poderia fazer o canguru. Ele respondeu que sim, então minhas pernas tremeram, pois senti que estava próximo da primeira vez que teria minha filha nos braços. A técnica em enfermagem Sheila pediu para eu trocar a roupa enquanto ela preparava o bebê (tinha muito fios e ligações de equipamentos que tinha que ser cuidadosamente colocados).
Mãe Canguru
Fiz a troca de roupa e sentei na poltrona e fiquei esperando. Quando senti a Mariana no meu peito um silencio se fez ao redor. Era como só existisse eu e ela. Ela fazia aqueles sons de bebezinho e lagrimas rolavam do meu rosto. Pois, ali senti o que é ser mãe. Ali eu tive a cena que costumava ver nas retrospectivas das minhas clientes; quando o bebê após nascer é colocado ao lado da mãe para sentir o seu calor. Foi mágico!

Um comentário:

  1. Olá Leila!!
    Me chamo Sheila sou amiga de trabalho da sua irmã Andrea..
    Ficamos na torcida e rezamos muitoooooo pela recuperação da Mariana, a Andrea falava muito da sobrinha Mariana.
    Acompanhei tudo pela Andrea, e nas conversas sempre tentavamos arrumar uma palavra de conforto ou entender o porque? Nao achavamos respostas nem palavra para confortar vc e seu esposo naquele momento delicado. Então sempre dizia a Andrea vamos rezar bastanteeeeee, daqui a pouco a Mariana esta em casa...
    Não sou mãe, mais sou Titia e tenho um irmão especial de 24 anos que minha mãe passou por um momento como o seu,hoje ele é a coisa mais linda do mundo..E te desejo muita felicidade e que possamos ver neste blog as trakinagens rsrsrs da Mariana, linda e muitoo saudavel..
    E que sua Familia cresça e cresça sempre....Bjos e abraços forte em vc e um cheirinho na Mariana...

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