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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Capitulo 9 - Musicoterapia para bebê funciona!

A primeira vez que ouvi falar de musicoterapia para bebê foi um dia antes do parto. Foi quando a psicóloga Dra. Solange veio conversar comigo e falou para preparar um CD com músicas que eu  ouvia durante a gestação. Bom! Como estava deitada numa cama achando que iria ficar um bom tempo sem fazer nada...escolher músicas seria uma atividade ótima para ocupar o tempo. Era uma atividade que levei a sério, pensando numa evolução da Mariana ao ouvir as músicas. Isso fez lembrar de um Treinamento (Arita) que fiz onde o bebê grava tudo no seu inconsciente. E a minha experiência, neste treinamento,de lembrar coisas quando eu era um bebê foi fantástica. Então pensei: "Fazer a Mariana escutar música enquanto estava numa UTI poderia ser um calmante para ela, e que no futuro não teria medo de médicos, injeções, etc." Pedi para o meu esposo Flávio colocar algumas músicas do Padre Marcelo Rossi, Stereo Love, entre outras, no total foram 10 músicas. Meu esposo escolheu uma música clássica que ele sempre ouvia antes de dormir. Ele colocava o celular em cima da minha barriga para Mariana ouvir também. Após o nascimento da Mariana, acredito que uns 10 ou 15 dias depois, prestei atenção nos serviços da Dra. Solange com os bebês. Todos os dias as 16 horas ela levava o aparelho de som e passava algumas músicas selecionadas e ficava observando os bebês! Um dia consegui falar com ela e foi quando ela pegou o Cd de músicas que eu, meu esposo, cunhada e minha irmã Lilian escolhemos. Então comecei a perguntar o porque da música para os bebês? O que faria de diferença para eles? Se eles escutavam as músicas, pois o volume estava baixo e tinha o barulho dos aparelhos apitando a todo momento. Ela disse: "A música serve para acalma-los". Perguntei: - " Como a senhora sabe que eles estão gostando?" E ela disse: "- Os movimentos corporais e com os gestos do rosto eu sei se estão gostando ou não! Se relaxam o corpo, sei que posso continuar com a música, se começam a mexer demais sei que estão incomodados, então mudo de faixa!" O repertório era muito interessante, entrava Elvis Presley, ciranda de roda entre outras. Mas quando ela colocou o CD com as músicas selecionadas por mim ela ficou surpresa e quis tirar a dúvida! Ela disse: -" Leila, tem duas faixas músicas que quando toca a Mariana fica muito agitada." Pensei comigo, agora quero ver como isso funciona, na verdade não acreditava muito no trabalho, só achava bonitinho. Ela então falou, vou colocar direto na faixa músical para ver o que irá acontecer hoje. Quando ela colocou a música, o batimento cardiaco da Mariana foi até 208 por minuto. A Dra. Solange foi abaixando a música e disse: " Eu não posso colocar essa música e nem a próxima faixa, pois ela fica muito emocionada." Eu fiquei boba de ver aquilo, pois uma das músicas era o toque do meu celular, ou seja, a todo momento ela escutava quando estava na minha barriga. E a outra faixa era a musica clássica que o Flávio escutava toda noite. Depois desta experiencia comentei com algumas mães da UTI e falei da importancia da musicoterapia. E depois deste dia comecei a conversar de verdade com a Mariana. Ou seja, explicava tudo o que estava acontecendo ao seu redor, porque as crianças estavam chorando, porque os equipamentos faziam barulhos. Eu avisava ela que iriam fazer o exame para verificar a glicose (e isso acontecia 2 a 3 vezes no dia). Era um exame que dava uma picada no calcanhar. O pé da Mariana já estava roxo sem espaço para novas picadas. Então, avisa para ela: "- Olha filha, vão dar uma picada no seu pé. Vai doer um pouco, mas é para o seu bem.!" Neste dia que fiz isso pela primeira vez, a técnica de enfermagem ficou impressionada porque a Mariana não tinha chorado. Ao picar o pé da Mariana, ela fechou os olhos bem forte e relaxou! Na sequencia eu falei: "Mariana é muito forte e sabe que é para o bem dela!". As vezes a Mariana ficava incomodada ao medir a temperatura dela e começava a chorar. Eu também, não gostava da forma como tinham feito, achei que poderia ter sido mais delicadas ao colocar o termometro. E logo comentava com ela: -"Eu também não gostei filha, mas a mãe não pode fazer nada, pois esta pessoa trabalha assim!" Então ela parava de chorar. Ah! Comecei a rezar em voz alta todos os dias de manhã quando chegava a seguinte oração: -"Filha vamos rezar juntas: papai do céu obrigada pelos médicos, enfermeiros e auxiliares por me ajudar no meu desenvolvimento. E seguia: - "Filha, Deus te abençoe e dê muita saúde."
 O resultado vinha da boca dos médicos: -" Nossa ela esta evoluindo muito rápido." "- Eu nunca ouvi o choro desta criança, ela é muito calma". Enfim, a músicoterapia me trouxe ótimos resultados, podem acreditar!
Segue o vídeo da música que levou a Mariana a 208 batimentos por minuto.

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