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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Capitulo 1 - Do fim para o Começo - Mariana chegou em casa!

Hoje é o dia que começaremos nossas vidas. Meu esposo Flavio, minha filha Mariana e eu saímos do Hospital Santa Catarina no dia 20 de maio de 2011 as 13:00hs, não conseguimos passar na Capela do Hospital por segurança e política do hospital. Despedimos de todos da UTI Neonatal e seguimos para o saguão. Entramos no carro, seguimos pela Av. Paulista e viramos na Rua Teixeira da Silva. Esse cruzamento ficará marcado para sempre em nossas vidas. Mariana estava no bebe conforto no seu sono tranqüilo, alguns raios de sol batiam em seu rosto, olhei para ela e uma lagrima caiu. Flávio, meu esposo, pelo retrovisor me viu e falou: - Deu até vontade de chorar! Chorando eu disse; - Chora, não tem ninguém vendo! E foi assim que começamos nossas vidas, chorávamos como criança.  Era  um choro de alegria, um choro de emoção por voltarmos para nossa casa com nossa filha. Pois, até aquele momento não tínhamos essa certeza de levá-la para casa saudável com aqueles olhos lindos e sorridentes.
Nossa história começou numa sexta-feira de carnaval, dia 4 de março, estava no pronto socorro do hospital Santa Catarina com dores que pareciam cólica menstrual. Fiz alguns exames e num ultra-som foi constado que estava com gravidez de risco e que tinha que ser internada imediatamente.
Quando é para acontecer algo diferente ele vem por completo. Se você já precisou de hospital em véspera de qualquer feriado sabe do que estou escrevendo. Numa sexta-feira de carnaval, todas as mulheres de São Paulo resolveram parir naquele dia. Ou seja, eu e meu esposo começamos a ligar para alguns hospitais que aceitava o meu convenio, mas todos estavam lotados. Respiramos fundo e entregamos na mão de que resolveria esta questão, eu só pedi a Deus que gostaria de ficar no Hospital Santa Catariana e que ELE resolveria o resto.
Ao voltar ao Centro Obstétrico, esperamos o resultado numa sala, estávamos  apreensivos, pois não sabíamos para onde iríamos, já que o Hospital Santa Catarina estava lotado. Foi quando, a enfermeira Dulce entrou na sala aos pulos e muito feliz dizendo que uma paciente tinha pedido transferência e que um quarto tinha sido desocupado. 
 
Quarto 717
Quando recebi a noticia que iria ficar internada até o parto, eu tinha comigo que iria ficar dois meses de repouso absoluto. Ou seja, iria fazer tudo na cama: banho, numero 1 e 2, comer etc. A meia noite do dia 5 de março tomei a primeira injeção de corticóide, para preparar os pulmões do bebê a segunda dose viria no dia seguinte. Ah! Doe muito, mas era para o bebe então tomei a injeção com sorriso no rosto.  Passou na minha cabeça a ultima semana fora do hospital, as coisas que tinha que fazer e as que não fiz. Dessas coisas, só arrependo-me de não ter entendido o meu obstetra de que tinha que fazer repouso absoluto, pois estava tendo contrações de parto, resumindo trabalhei normalmente sem o tal repouso absoluto. Na ultima consulta de pré natal, meu obstetra tinha passado alguns medicamentos para  retardar os sintomas de parto. Quando recebi a noticia, que estava em trabalho de parto, comecei a chorar. Pensar em um parto  na 25ª semana de gestação era desesperador.Mas tarde entendi o que era repouso absoluto. 
Estava lá no quarto dependendo de ajuda de todos os familiares, irmãs, cunhada e até amigos que foram me visitar sobrou uma  ajuda para o xixizinho, Marcia Kato que o diga, rsrsrr!
Quando  ficamos doente percebi que ficamos mais exigente e não podemos reclamar de nada. Minha irmã Lilian, fazia piada de tudo inclusive das minhas chatices. Ela falava que se sou assim agora, imagina quando estiver idosa! Isso tudo porque queria comer com colher de metal e não de plástico, que tinha que colocar na posição de frente a comida na minha boca e não na lateral pois iria engasgar. Ah! As noites para o meu esposo Flavio eram terapia do susto, toda hora chamava ele para alguma coisa. Eu só tenho que agradecer pela paciência de todos e pelas profissionais que cuidaram de mim, principalmente as enfermeiras Andrea, Léia  e Ana Claudia sempre com bom humor e muito carinho elas cuidavam de mim.
Na quinta-feira, dia 10 de março, conheci a psicologia Solange, logo imaginei...- “ Que maravilha, tem o cuidado para a mãe não pirar nesses dois meses de gestação numa cama”.
Ãhann! Mal sabia que todos estavam esperando só o momento do bebê nascer. E isso poderia acontecer a qualquer momento, só eu achava que ficariam dois meses na cama. Uma das perguntas que ela fez na visita, lembrando que estávamos a um dia do parto, era se estava pronta para ser mãe de bebê prematuro. Na hora me emocionei e disse que preparada não estava, pois esperava uma gestação normal, mas que tinha fé em Deus que tudo será do jeito que ELE escreveu.
Eu e meu esposo tomamos algumas decisões juntas, pois a vida continuava fora do hospital e tínhamos uma empresa para tocar. Decidimos comprar um moldem para o acesso de email no hospital, desta forma daria para passar minhas atividades para ele.  

5 comentários:

  1. Estou lendo a sua história e realmente me emocionei pq passei por momentos muito parecidos, com a minha pequena Cailana, nascendo de 26 semanas de gestação com 730g... hj ela tem quase 7 anos (faz dia 29 de março) e está lindona, grande e faz de tudo como qlq crança da idade dela. Força e parabéns pelo blog, vou acompanhar sempre :D. Camila Godoi

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  2. Oi Camila, nossas historias são iguais só mudou o tempo e o nome! Parabens para você que é uma mãe vitoriosa! Obrigada pela visita!

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  3. Boa noite
    Leia me chamo Andreia minha irmã esta passando pela mesma historia ela teve q fazer uma cesariana com urgência pq a pressão dela subiu e neste sábado dia 03/03/2012 as 15:44 nasceu a Rafaela com 930 gramas e 37 cm, passamos 3 dias sem dormir preocupados pq estamos esperando uma vaga em um hospital devesse utei neo natal, graças a deus surgiu esta vaga, A Rafaela graças a a deus nasceu bem e muito sapequinha não para com o pezinho e a mão, e estamos todos rezando para q ela se recupere logo minha irmã teve alta hj 05/03/2012 vc sabe o q ela esta sentindo, tenho fé que a rafa vai se recuperar muito bem, obrigada pelo seu blog, vou mostrar para ela, assim dará força....
    uma grande bjus fica com deus e parabéns pela sua filha linda Mariana..... bjus

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    1. Oi Andréia, por pouco a Rafaela nasce no dia 11/3 como a minha Mariana. Neste primeiros dias de UTI nos que estamos lá ficamos perdidas a cabeça parece que esta fora do corpo. Nos estamos dispostas a dormir debaixo das encubadoras, rsrrsrrs só para não ir embora. Por isso, a paciência de quem esta do lado é fundamental! E claro muita fé, pois Deus e os anjinhos estão lá com a Rafaela aguardando o momento de ir para casa nos braços da mãe. Ah! Vai uma dica, ofereça ajuda para sua irmã nas tarefas de casa e chama ela para dar um passeios rápidos (cortar cabelo, fazer a unha) só para dar um up . A mãe estando bem o bebê ficará mil vezes melhor! Forte abraço, Leila Leão

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    2. Oi Andréia, por pouco a Rafaela nasce no dia 11/3 como a minha Mariana. Neste primeiros dias de UTI nos que estamos lá ficamos perdidas a cabeça parece que esta fora do corpo. Nos estamos dispostas a dormir debaixo das encubadoras, rsrrsrrs só para não ir embora. Por isso, a paciência de quem esta do lado é fundamental! E claro muita fé, pois Deus e os anjinhos estão lá com a Rafaela aguardando o momento de ir para casa nos braços da mãe. Ah! Vai uma dica, ofereça ajuda para sua irmã nas tarefas de casa e chama ela para dar um passeios rápidos (cortar cabelo, fazer a unha) só para dar um up . A mãe estando bem o bebê ficará mil vezes melhor! Forte abraço, Leila Leão

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